terça-feira, junho 23, 2009

Iranianos, Vascaínos e Flamenguistas


Nos últimos dias as recentes eleições presidenciais do Irã ocuparam um lugar de destaque na mídia nacional e internacional. Como resultado das suspeitas de fraude, milhares de iranianos, numa demonstração de inconformismo público até agora inimaginável num país controlado pelos poderosos aiatolás, saíram às ruas para pedir justiça. Até a metade da semana sete pessoas tinham perdido a vida.

Nosso presidente, numa entrevista concedida aos meios de comunicação em Genebra, minimizou a situação dizendo que o que estava acontecendo no Irã era apenas “uma coisa entre flamenguistas e vascaínos”. Na verdade ele não está sozinho. Os governos da Coréia do Norte, Síria e Venezuela também acham que não houve nada de errado e já congratularam o presidente iraniano pela reeleição.

Os iranianos são os orgulhosos herdeiros do Império Persa, de milhares de anos atrás. Eles querem conquistar um lugar de destaque político e econômico no mundo, mas anseiam, ao mesmo tempo, por liberdade de expressão e justiça em todos os níveis.

Porém, muito além desta disputa política e social, se esconde outra realidade que raramente é mencionada pelos meios de comunicação: a perseguição que os cristãos iranianos sofrem desde que o Aiatolá Khomeini conquistou o poder no final da década de 70.

Nossos parceiros de ministério no Irã relataram, meses atrás, que um grande número de cristãos iranianos com os quais eles estão em contato está enfrentando muitas dificuldades. No final de janeiro uma das igrejas de Teerã foi fechada porque as autoridades estavam preocupadas com o número de ex-muçulmanos convertidos que estavam freqüentando a igreja. Além disto, as autoridades comunicaram aos líderes da igreja em Teerã e Karaj que os cristãos que deixassem o país para participar de conferências bíblicas ou cursos de discipulados seriam presos quando deixassem ou regressassem ao país.

Eles estão tentando usar o medo para controlar os cristãos. Isto sem contar aqueles que estão na prisão pelo “crime” de terem deixado o islamismo para seguir a Cristo.

Sem dúvida alguma precisamos orar por esta grande nação que durante tantos anos vive sob o regime do autoritarismo e do medo. Oremos por nossos irmãos iranianos, para que o Senhor lhes dê força e perseverança nos momentos de perseguição. Oremos para que, como igreja brasileira, sigamos tendo a visão de apoiar, de todas as maneiras possíveis, o corpo de Cristo que está no Irã e nos demais países muçulmanos.

Nele, para a extensão do Seu Reino,

Marcos Amado

Nossa participação na Missão de Deus


Deus quer fazer com que todas as famílias (ou povos) da terra sejam abençoadas (Gênesis 12.3) e nós, como cristãos, devemos fazer parte desta “missão” (Atos 1.8) que, na verdade, é do próprio Deus, que nos concede o privilégio de participarmos dela.

Quando pensamos nesta “Missão de Deus” vemos que os desafios que temos, no Brasil e no mundo, são imensos. Um líder cristão, em um de seus livros, resumiu estes desafios da seguinte maneira:

Em um mundo onde existem 27 milhões de escravos, um mundo onde 840 milhões de pessoas irão para a cama com fome hoje à noite porque não têm dinheiro para pagar uma refeição, em um mundo onde, anualmente, 1 milhão de pessoas cometem suicídio, em um mundo em que, só hoje, cerca de 4.500 pessoas vão morrer por causa da AIDS na África, Jesus quer salvar a igreja do exílio da irrelevância. Se temos qualquer recurso, qualquer poder, qualquer voz, qualquer influência, qualquer energia, precisamos converter isso em bênçãos para aqueles que não têm poder, não têm voz, não têm influência.


Além destes aspectos “materiais”, alguns estudiosos afirmam que, no Ocidente, há uma marcada manifestação de declínio moral que inclui:

Aumento do comportamento anti-social, como o crime, o uso de drogas e violência de uma forma geral;

A crise do conceito de família, incluindo um aumento importante no número de divórcios, filhos ilegítimos, gravidez na adolescência, e famílias com pais solteiros;

Declínio considerável do envolvimento da população em geral com organizações de caráter humanitário;

Uma diminuição na ética de trabalho e um aumento do culto da indulgência pessoal;

Diminuição no compromisso relacionado com atividades intelectuais, com uma conseqüente diminuição dos níveis de escolaridade.

Ao mesmo tempo, quando olhamos para a situação da evangelização mundial, as estimativas mais conservadoras nos mostram que existem aproximadamente 10500 grupos étnicos no mundo. Desses, 43% são grupos não alcançados pelo evangelho, ou seja, aproximadamente 4500 etnias na África, na Ásia e nas Américas que ainda não escutaram o Evangelho.

Além desses grupos étnicos, países como a Inglaterra, Irlanda, Espanha, Alemanha, etc., que, em alguns casos, eram considerados cristãos, hoje precisam urgentemente da presença de missionários. Nestes lugares as “religiões” que mais crescem (se não contarmos o grande influxo de imigrantes muçulmanos) são o ateísmo e o secularismo.

Quando pensamos em grandes blocos religiosos, sem dúvida alguma o maior desafio está na pregação do evangelho aos muçulmanos, religião que possui atualmente mais de 1 bilhão de seguidores, muitos deles extremamente comprometidos com os ensinamentos do Alcorão e dispostos, se necessário for, a entregar a própria vida para que o islamismo, um dia, reine em todo o mundo.

Desafios materiais, morais e espirituais.

Sem dúvida alguma são desafios imensos. Não poderemos enfrentá-los com nossa própria força e sabedoria. Porém, nós podemos colocar nossa vida nas mãos de Deus, para que Ele a use na extensão do Seu Reino no Brasil e no mundo.

Você quer fazer parte?

Marcos Amado

quinta-feira, novembro 01, 2007

O IRAQUE É AQUI? Reflexões sobre o Etnocentrismo Evangélico Brasileiro


O etnocentrismo é a crença (geralmente equivocada) de que minha cultura é preferível às demais. Isto não se dá somente em relação a países, pois muitas vezes mesmo entre os estados de uma mesma nação existe uma disputa etnocêntrica exacerbada. Meses atrás, quando alguns jovens de nossa igreja estavam preparando-se para um projeto evangelístico no Rio de Janeiro, alguns pais temiam autorizar a participação de seus filhos e filhas porque “o Rio é muito perigoso”.

O mesmo acontece quando o tema é o envio de missionários a países ou continentes geralmente vistos como perigosos. “Enviar o meu filho para a África? De jeito nenhum!” E se o país em questão porventura for algum país árabe, aí sim é dificílimo manter um diálogo sensato.

É bem possível que essas reações sejam nada mais do que as típicas reações etnocêntricas, pois, muitas vezes, tudo depende do ponto de vista.

Alguns dias atrás meu filho Filipe me recomendou a leitura de um artigo publicado no jornal britânico “The Guardian”. No meio de várias afirmações positivas sobre a atual situação econômica do nosso país, o jornalista Conor Foley menciou que “com uma media de 45 mil assassinatos anuais, não seria exagero afirmar que o Brasil está à beira de uma guerra civil social"[1]. Minha primeira reação, obviamente, foi de desacordo. Será que foi o meu etnocentrismo em ação?

Lendo a edição de 31 de Outubro de 2007 da revista Veja, deparei-me com um artigo do controvertido Diogo Mainardi em que ele afirma que “no Iraque é melhor [do que no Brasil]”. Para chegar a essa conclusão, ele se utilizou de uma informação simples e objetiva: se em 2006 foram cometidos quase 45 mil assassinatos no Brasil (uma média de 3750 mortes por mês), no Iraque (que há vários anos está vivendo uma guerra sangrenta), “apenas” 18.655 morreram como conseqüência da violência que assola o país (aproximadamente 1.555 por mês). E, para complicar ainda mais a comparação, no mês de outubro de 2007 o índice de mortes violentas no Iraque caiu para, aproximadamente, 600 por mês, enquanto no Brasil não houve, no mesmo período, mudanças significativas. Quer dizer, atualmente ocorrem mensalmente aproximadamente 3750 mortes violentas no Brasil (que supostamente não está em guerra), contra 600 no Iraque (que SIM está em guerra).

Considerando as estatísticas acima, se um amigo iraquiano nos escutasse dizendo que o Iraque é aqui, pode ser que ele se sentisse extremamente ofendido! Mesmo sabendo que todos temos algo de etnocêntrico, possivelmente não poderíamos recriminá-lo.

Deixemos que a voz de Deus, e não nosso etnocentrismo, tenha a última palavra sobre onde nossos filhos e filhas estarão cumprindo o propósito de Deus para suas vidas.


Marcos Amado

[1] (http://commentisfree.guardian.co.uk/conor_foley/2007/08/bucking_the_trend_1.html).

sábado, maio 12, 2007

A VISITA DO "SANTO PADRE" AO BRASIL

Confesso que tinha outros planos para esta manhã. No entanto, ao ver as manchetes dos principais jornais de São Paulo, não resisti e resolvi escrever este texto.


Antes de ir ao tema principal, quero fazer algumas afirmações importantes para não ser mal interpretado (mesmo tendo pouca esperança de que não serei mal interpretado...) :


  1. Sou cristão evangélico. Pertenço a uma daquelas denominações que o Papa Bento XVI insiste em classificar como seita e cujas atividades "proselitistas" estão trazendo tanta preocupação à ele.

  2. Conseqüentemente, não subscrevo a algumas das principais doutrinas da igreja Católica Apostólica Romana. Não vejo que, biblicamente, possamos, para citar apenas alguns exemplos, defender a salvação através das obras, a adoração de imagens, a posição tão elevada que os católicos romanos dão à Maria e aos “santos”, colocando-os como intercessores entre os homens e Deus. Também não creio na doutrina da transubstanciação, nem posso compreender como a igreja católica é tão leniente com o sincretismo (que ocorre no Brasil e em muitas outras partes do mundo) entre o catolicismo, as religiões de origem africana e o espiritismo.


No entanto (e aqui vem o meu ponto central), também não posso deixar de dizer que Bento XVI tem sido muito corajoso nas suas declarações públicas, e está defendendo alguns valores claramente cristãos que nós, os evangélicos, com freqüência evitamos proclamar de forma franca e objetiva. A esta altura da sua viagem ele já falou sobre:


  1. A santidade da vida, num claro posicionamento contra o aborto;

  2. A importância de “formar nas classes políticas e empresariais um autêntico espírito de veracidade e honestidade”;

  3. A forte e inaceitável desigualdade social reinante no Brasil;

  4. A necessidade de evitar que “a ferida do divórcio e das uniões livres” continue alastrando-se;

  5. A necessidade de “dizer não à mídia que ridiculariza a virgindade” e a santidade do casamento (eu escutei quando ele disse isto justamente através da Rede Globo!!).


Da perspectiva cristã evangélica é uma pena que, neste momento, o Papa está em Aparecida do Norte, o que certamente dará um grande incentivo à mariolatria (ou, como os católicos preferem dizer, “veneração” à Maria). No entanto, espero que este e outros pontos de desacordo entre protestantes e católicos, não nos impeçam ver os aspectos positivos da mensagem que Bento XVI está trazendo ao Brasil. Ao fim e ao cabo, será que não é certo que “Deus escreve certo por linhas tortas”?


Marcos Amado

sexta-feira, maio 11, 2007

Plim, Plim!


MENSAGEM ENVIADA À REDE GLOBO


Prezados Senhores,


Como cristão, gostaria de fazer constar a minha palavra de consternação e preocupação pelo destaque tão grande e favorável que a programação da Rede Globo tem dado a temas como espiritismo, bruxaria, magia, relações sexuais ilícitas e a cenas de sexo, inclusive em horários impróprios para menores.


Posso entender perfeitamente que um veículo de comunicação como a Rede Globo queira retratar a realidade da sociedade brasileira. No entanto, ao fazê-lo de uma forma tendenciosa, parcial, e sem mencionar os valores cristãos como o temor a Deus, a santidade do casamento e da família, a justiça, a pureza sexual, e tantos outros valores que (devemos sempre recordar) serviram de base para o desenvolvimento daquelas que hoje são as maiores potencias do ocidente, vocês não estão prestando nenhum serviço à sociedade brasileira, que tanto necessita de uma mensagem que ofereça esperança, uma ética elevada e paz com Deus.


Caso vocês queiram, sinceramente, refletir com mais exatidão a realidade brasileira, sugiro que incluam os valores defendidos por milhões de brasileiros, ou seja, os cristãos.


Sinceramente,


Marcos Amado

sexta-feira, abril 27, 2007

Até breve Líbano?


O Líbano certamente é um pais muito interessante e com grandes complexidades sociais. Um país cheio de historia, diferentes civilizações, culturas, idiomas, religiões e, principalmente, idéias. Idéias de como formar o país, de como regê-lo, de como mandar, de como fazer. Mas o que mais me surpreendeu é a vontade de querer seguir vivendo e trabalhando. Eles tem o coração forte e uma mente que não muda de idéia facilmente (às vezes nunca, e por isso tantos conflitos entre os diferentes grupos).

Vi que este país precisa passar por um processo de paz e entendimento, mas ainda mais importante, de perdão; perdoar o passado, os acontecimentos, as mortes, as matanças que ocorreram na guerra civil libanesa que durou muitos anos (1975 - 1990 !!!!) e que enfrentaram pessoas do mesmo bairro, ou outros bairros vizinhos, criando uma ferida que ainda não foi curada, já que muitos ainda não vêem que o perdão pode ser a solução para uma maior unificação do pais.


Outra coisa que notei é a grande divisão entre o cidadão “normal”, os políticos e os diplomatas. As pessoas perderam a confiança no governo e nos políticos por causa da corrupção, e estão se sentindo isolados e sufocados pelas decisões desses políticos (muitos deles foram os que causaram e lutaram na guerra civil), e isto não tem beneficiado o país. Parece ser que os políticos e os diplomatas (que tentam mudar as idéias dos políticos para uma melhor gestão do governo) se distanciam das pessoas e acham que elas só estão aí para obedecer, que são incultas e incapazes de entender a situação. Esta grande divisão entre os dois níveis no país causa grande instabilidade e mais barreiras que impedem uma verdadeira união da sociedade. Isto faz com que cada líder dos grupos religiosos ou seitas controlem melhor os seus seguidores, ditando-lhes o que devem fazer, incluindo o posicionamento que eles devem tomar ante outras pessoas ou decisões do governo.


O Líbano precisa de uma restauração genuína. Precisa de uma nova geração de políticos que não estiveram na guerra civil; o país precisa de um sistema educativo que ajuda as crianças e jovens a pensarem por si mesmos (isso e' muito controversial, pois há muitos grupos, tanto cristãos como muçulmanos, que não querem ver isso, pois dificulta o controle da população).


Nas duas semanas que passei no Líbano recebi muita informação e pontos de vistas que ainda preciso analisar, pensar e meditar, mas agradeço a Deus pela a oportunidade de ver, experimentar e escutar as pessoas, visitar diferentes partes do país e ver diferentes situações. Muito obrigado a todos pelas orações e apoio!


Filipe Amado

segunda-feira, abril 23, 2007

Entre os Chiitas e os Judeus: A Dura Realidade do Líbano


Oi de novo! Aqui estou, falando de Damur, ou pelo menos tentando escrever. Não tenho conseguido me conectar nestes últimos dois dias, pois tudo tem sido bem corrido. Ontem me reuni com um dos lideres dos Drusos (uma das divisões do Islã), Sheik Sami Abil Mona, e também diretor da IRFAN Schools, uma ONG que escolariza crianças com poucos recursos econômicos.. Pela tarde fomos a uma conferência de diálogo entre religiões onde temas como religião e politica, ou religião e o estado, foram discutidos, principalmente tendo em conta o complicado formato do governo Libanês, onde cada religião é representada no governo, num total de 18 religiões ou seitas. Isto causa alguns problemas e fricções entre as pessoas das diferentes religiões.

Toda a conferência foi em árabe mas por sorte eu pude levar um amigo meu que e' daqui, e ele nos traduziu do árabe para o inglês. Foram várias opiniões e posicionamentos interessantes, especialmente o posicionamento Chiita sobre um estado religioso, onde eles tomam como exemplo o Irã (os Chiitas que moram aqui no Líbano são fortemente influenciados pelo Irã e são a maioria da população no país, causando fricção e temor entre as pessoas das demais religiões dado ao seu extremismo e vontade de ter mais poder político). Esta manhã fomos à Fundação Imam Sadr, uma fundação Chiita que trabalha com crianças de todo tipo (especialmente órfãos que perderam seus pais neste ultimo conflito com Israel), oferecendo escolaridade, moradia, saúde e treinamento profissional. Esta fundação é uma tentativa genuína de ajudar a população de Tiro (onde eles estão localizados) e também no resto do Sul do Líbano.

Depois desta reunião, nos encontramos com Tekimiti Gilbert, Chefe de Operações das Nações Unidas, um homem encantador que nos explicou sua visão sobre o Sul do país, os Chiitas, Hezbollah e a situação politica. Ele esta coordenando a retirada de minas no sul do Líbano colocadas pelos Israelenses durante a guerra do verão passado. Ele mora na região há mais de dois anos. Este encontro foi muito interessante, pois foi totalmente “casual”. Encontramos uns escritórios montados pelas Nações Unidas e decidimos passar pela entrada e perguntar para os soldados se podíamos entrar e falar com alguém que trabalhasse com a ONU. Explicamos que estávamos fazendo parte de uma equipe de reconciliação que trabalha com vários projetos ao redor do mundo (Africa, Irlanda e Oriente Médio) trazendo uma maior união entre pessoas dos dois lados de um conflito. Eles nos deixaram entrar e pudemos ter uma boa conversa sobre a situação do Líbano e como era a visão dele para o futuro deste país. Foi verdadeiramente uma benção de Deus.

Tenho visto que Deus tem aberto muitas portas para conhecer muitas pessoas, conversar, e ter a chance de conhecer diferentes pontos de vista, tanto políticos como religiosos. Tem sido bom ver como o povo deste país e' extremamente forte e luta para se recuperar, tentando resgatar a economia e a esperança.

Parece que o que as pessoas realmente querem é poder viver em paz e, se possível, viver juntas. Existem tantos problemas que é muito difícil explicar tudo em um pequeno texto. No entanto, tenha este país nas suas orações. É o ÚNICO país em todo o Oriente Médio que VERDADEIRAMENTE aceita diferentes religiões, com grande liberdade de expressão. Este país é um exemplo para o Oriente Médio. Mas, tristemente, muitos países (do Oriente e do Ocidente) possuem agendas diferentes e querem usar o Líbano como o palco onde lutar as suas batalhas.

Filipe Amado

domingo, abril 15, 2007

Notícias do Filipe em Beirute


Finalmente cheguei! Estou numa pequena cidade ao norte de Beirute chamada Darmur, a uns 15 quilometros do centro de Beirute, hospedando-me com um equipe de misionários que trabalha aqui. Durante a minha estadia neste lugar estarei contatando varias pessoas para poder conversar e entrevistá-las para saber sobre o que acham da situação que o Líbano e o Oriente Médio está passando agora mesmo. Será interessante coletar informação e também conversar sobre projetos futuros, onde queremos mandar equipes para o Líbano para trabalhar com escolas e orfanatos.

O ambiente aqui é calmo, ainda se vê muitos tanques e soldados e se pode constatar os danos que o conflito entre Israel e Líbano deixou. Será bom conversar com as pessoas para ver qual e a opinião deles. Uma parte do centro da cidade esta fechada, um grupo de pessoas do Hezbollah está acampado no centro da cidade e está fazendo manifestacões, então o governo deixou mais cercou ao redor de onde eles estão. Questão de segurança......

Ainda é o meu primeiro dia aqui, cheguei ontem da Síria, uma experiência tremenda. Um país com muito caráter e muitas coisas que ver. Uma das coisas que me fizeram pensar foi ver o tamanho das antigas igrejas que ainda estão em pé dentro de Damasco. Fui visitar a igreja de São Paulo (perto da antiga entrada oriental para a cidade, onde a tradição diz que foi onde ele teve a visão de Jesus), depois dela, visitei a igreja Armena, e pensei: o que tem acontecido em tanto tempo que, antes, a igreja cristã, que crescia tão rápido e era um pilar dentro do Oriente Médio, está desaparecendo e quase tornando-se relíquias e somente museos para turistas. O que tem acontecido com a população cristã, que cada vez mais tem ido para outros países? Quando haverá uma restauração e um crescimento do cristianismo numa área que tem um legado tão fortemente cristão?


Filipe

terça-feira, fevereiro 27, 2007

A Fragrância do Conhecimento de Cristo

“E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo, e por meio de nós manifesta em todo o lugar a fragrância do seu conhecimento”. (II Coríntios 2 : 14)

Ainda me lembro de como, na minha adolescência, eu esperava com grande antecipação a chegada do fim de semana. Mas, não era por causa das baladas! Como tive o privilégio de nascer em um lar cristão, eu passava os fins de semanas na igreja juntamente com outros jovens, participando dos ensaios de grupos musicais, do coro, da reunião dos jovens e, obviamente, da pizza no sábado à noite com toda a turma.

No entanto, havia algo que me estarrecia: a possibilidade de, no domingo à tarde, ter que participar dos cultos ao ar livre que realizávamos nas praças públicas de diferentes bairros da zona sul de São Paulo. Fazíamos, na praça, tudo como se fosse um culto realizado dentro da igreja e, para completar, distribuíamos folhetos para os transeuntes. Além da “horrível” possibilidade de encontrar amigos não cristãos e, na segunda-feira na escola, ter que agüentar o escárnio dos mesmos, eu tinha a impressão de que testemunhar de Jesus para as pessoas era uma OBRIGAÇÃO, que tinha que ser realizada dentro de certos padrões tradicionais e, que quanto mais razões nós déssemos para as chacotas, melhor! Afinal, pensava eu, era o preço que tínhamos que pagar por sermos cristãos e fiéis testemunhas de Cristo.

Foi só com o passar dos anos, conforme fui adquirindo uma maior compreensão do evangelho, que pude entender que testemunhar Jesus para as pessoas não tinha que ser uma obrigação e tampouco tinha que assumir determinados padrões e formatos pré-definidos. Na verdade, é um privilégio que nós, cristãos, temos de manifestar a fragrância do conhecimento de Cristo, como um estilo de vida, presente em nós, em todo lugar e em todo tempo e não necessariamente em atividades especiais.

Aprendi que se vivermos uma vida santa (conforme o padrão apresentado em Levítico 19) que glorifique o nome de Cristo, o perfume que exalará de nós permitirá que nosso testemunho ocorra de forma natural: com os colegas de trabalho, com os familiares e amigos em casa, na escola, no supermercado, e por todos os lugares por onde passarmos.

Minha oração é que a fragrância do conhecimento de Cristo seja manifestada, cada vez mais, em todo lugar, inclusive nas ações mais rotineiras do nosso dia a dia.


Marcos Amado

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

O que aconteceu com a mensagem de Maomé?


Com muita freqüência, quando estou conversando com outras pessoas sobre o islamismo, elas perguntam qual é a minha opinião sobre o Alcorão, o livro sagrado muçulmano. Sempre tento explicar, da maneira mais sucinta possível, que, de acordo com a tradição muçulmana, o Alcorão é composto pelas revelações que Maomé recebeu, mais ou menos a partir do ano 610 d.C. e durante pouco mais de 20 anos, diretamente do Arcanjo Gabriel e no idioma Árabe. E qual o conteúdo desta mensagem? Bem, neste aspecto já fica bem mais difícil tentar oferecer uma explicação sucinta.

A mensagem do Alcorão é composta por passagens que falam da soberania e misericórdia de Allah, de que Deus é unico, assim como regulamentações sobre alimentação, comportamento social, etc. No entanto, o que mais me chama a atenção na mensagem deste livro, que tem causado um enorme impacto na vida de milhões de pessoas ao redor do mundo, é que as passagens que foram recitadas por Maomé aos seus seguidores mais ou menos durante os primeiros 13 anos do seu “ministério” contêm uma mensagem que, em certos aspectos, é parecida com a que os cristãos encontram na Bíblia.

A Sura 1, por exemplo, diz:

No Nome de Deus, o misericordioso Senhor de misericórdia.
Louvado seja Deus,
o Senhor de todos os seres,
O misericordioso Senhor de misericórdia,
Senhor do Dia do julgamento.
A ti somente servimos e em ti somente
buscamos socorro.
Guia-nos através dos caminhos retos,
No caminho
daqueles cuja vida tu tens abençoado,
Cuja porção não é a sua ira, e que não
se perdem.
Provavelmente a maioria dos cristãos estaria de acordo que no texto acima não há nada que contrarie alguma doutrina bíblica. O mesmo poderia ser dito sobre várias passagens corânicas, recitadas por Maomé na cidade de Meca, durante os seus primeiros anos de atividade como profeta.

No entanto, quando ele fugiu para Medina, os textos proferidos aos seus seguidores tomaram um cunho bem mais rígido. Em vez de adoração e louvores a Deus, encontramos, na maioria das vezes, leis com diretrizes sobre o comportamento esperado dos seguidores de Maomé, assim como procedimentos de guerra e instruções sobre os castigos imputados aos pecadores.

Existem várias teorias sobre as razões que levaram Maomé a esta mudança no conteúdo da sua mensagem. Uma grande parte dos estudiosos acredita que a explicação mais plausível é a que a mensagem, a contrário do que acontecia na cidade de Meca, foi rapidamente aceita pelos habitantes de Medina. Lá Maomé foi reconhecido como líder religioso e político. Consequentemente, era necessária a promulgação de leis que ordenassem a vida da comunidade, incluindo aquelas as quais encorajam os fiéis a lutarem contra todos aqueles que se recusam a reconhecer que não existe outro Deus senão Allah, e que Maomé é o seu profeta.

Quando reflito sobre tudo isto, fico pensando como teria sido a história recente da humanidade se Maomé tivesse mantido a sua mensagem inicial que glorificava a Deus e reconhecia a sua misericórdia, o seu poder e a sua soberania, sem acrescentar as leis que surgiram durante o período que ele viveu em Medina.

O que você acha? Faria alguma diferença? Se tiver um tempinho, escreva a sua opinião!

Marcos

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Declarando Paz aos Muçulmanos


Vivemos num mundo em turbulência. Por mais que o avanço tecnológico seja uma realidade irreversível e a globalização, com as suas supostas virtudes, seja pregada aos quatro ventos pelos profetas da nova “ordem mundial” como a solução para todos os problemas, a distância entre o mundo rico e o mundo pobre continua aumentando. Como consequência, todos os dias escutamos de guerras em todos os pontos cardeais, ao mesmo tempo que milhares de pessoas morrem diariamente de fome no continente africano. O terrorismo, com suas diferentes facetas, continua aterrorizando o nosso dia a dia, as vezes atacando na América do Sul, outras na Europa, na África ou na Ásia.

O modernismo, com a sua centralidade no ser humano, falhou. Já é coisa do passado. Isto levou a classe intelectual a perder a grande confiança que tinha no humanismo exacerbado dos séculos 19 e 20 e começou a empurrar-nos ao pós-modernismo, com sua espiritualidade controlada pela “Nova Era” e com sua ênfase nos espíritos, no sobrenatural e numa religiosidade que mistura o materialismo com as crenças orientais.

No meio de tudo isto, e aparentemente sem se importar com o pós-modernismo ou com a globalização (mas em muitos casos aproveitando-se dos mesmos), uma força mundial, que não passa desapercebida a ninguém, continua crescendo: o Islamismo. Todos os dias vemos e escutamos nos meios de comunicação notícias relacionadas com algum país muçulmano. Geralmente estas notícias se referem a alguma guerra ou, então, a algum desastre natural, ou a extrema pobreza de alguns países muçulmanos como o Afeganistão, Bangladesh e Sudão. Nos últimos dias os meios de comunicação estão informando-nos sobre as manifestações de muçulmanos em todo o mundo como conseqüência da publicação das charges de Maomé em diferentes jornais e revistas europeus.

Com tanto “barulho”, são poucos os que conseguem manter uma opinião imparcial sobre o Islamismo. Infelizmente, parece que a grande maioría das pessoas que vivem no ocidente vão formando uma opinião bastante negativa quanto aos muçulmanos, e a opinião quase generalizada é de que todos os muçulmanos são perigosos e estão prontos a matar o primeiro “cristão” que encontrarem na frente. A situação piorou muito depois dos ataques terroristas de 11 de setembro, a invasao do Iraque e os atentados em Madrid e Londres.

E a igreja? E os cristãos? Como estamos nos posicionando em meio a estas diferentes realidades? Estamos deixando nos levar pelos meios de comunicação na nossa percepção sobre os muçulmanos? Infelizmente parece que na sua grande maioria mesmo os cristãos que se dizem comprometidos possuem uma percepção distorcida da situação.

Recentemente, quando eu estava numa reunião de pastores num país europeu, promovendo uma Conferência Missionária sobre o mundo muçulmano, fiquei impressionado com o rancor e o racismo demonstrado por alguns pastores em relação aos muçulmanos que foram tentar a vida na Europa e viviam na sua cidade.

Numa outra situação, conversando por telefone com um pastor sul americano, ele me disse: “Olha, ainda bem que eu não sou Deus, porque se eu fosse, estes muçulmanos não teriam lugar no céu.” Certamente o tom era de brincadeira mas eu me pergunto quanta verdade se esconde detrás desta “brincadeira”, e quão representativo este comentário deve ser do povo evangélico brasileiro e latino de uma forma geral.

Como chegamos a isto e qual deve ser a resposta Bíblica à esta situação?

É clar que não estou fechando os meus olhos à dura realidade da perseguição que os cristãos sofrem em muitos países muçulmanos. Eu vivi sob esta realidade. Tampouco estou negando o que se vê com muita frequência nos meios de comunicação: grupos radicais muçulmanos atacando interêsses ocidentais e, com isto, matando a milhares de inocentes.

É certo que a grande maioria dos governos muçulmanos são hostis aos cristãos. Também é certo que certos grupos muçulmanos, utilizando passagens do Alcorão como justificativa, declaram a guerra santa e levam o terror a diferentes partes do mundo.

No entanto, tudo isto não ocorre num vazio histórico e os países ocidentais também possuem parte da responsabilidade pelo que está acontecendo. Enquanto escrevo estas linhas, o Afeganistão e o Iraque, dois paises muçulmanos, sao palcos de uma guerra que, até agora, nao tem um final previsível. É importante que entendamos que os muçulmanos de todo o mundo veem estas guerras como um ataque dos países cristãos aos muçulmanos. A grande maioria dos muçulmanos em todo o mundo interpreta esta situação como uma nova Cruzada, como uma Guerra Santa, e creio que a resposta do povo evangélico não deve ser declarar guerra, nem mesmo a guerra espiritual, aos muçulmanos.

Por isto, creio que é o momento adequado para que nós, os evangélicos brasileiros e de todo o mundo, possamos transmitir ao povo muçulmano o mesmo amor que Cristo mostrou pelos pecadores. É o momento para que enviemos mais obreiros brasileiros para cooperar na tarefa de estabelecer a Igreja de Cristo, tendo em mente que os obreiros anglo-saxões terão cada vez mais dificuldades para permanecerem nos países muçulmanos. É o momento para que, esqueçendo-nos da “Teología da Batalha” contra os muçulmanos (mas sem esquecer-nos de que “a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo”), possamos declarar a Paz de Cristo ao povo muçulmano, vivendo entre eles com um testemunho integral, proclamando as boas novas e ajudando os menos favorecidos com os nossos dons, profissões e recursos financeiros.

Minha oração é que o Senhor dê a todos nós, povo evangélico brasileiro, muita sabedoria para discernir o momento histórico em que vivemos e, tendo em mente os erros que foram cometidos no passado, sejamos capazes de declarar PAZ AO ISLÃ.

“E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.” Filipenses 4.7

“Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um... E, vindo, evangelizou paz a vós outros que estáveis longe e paz também aos que estavam perto... Assim já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da familia de Deus...” Efésios 2.14-19.

Marcos

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Judeus e Muçulmanos: um antigo problema atual.


Tenho acompanhado com bastante interesse alguns acontecimentos recentes relacionados com o Irã (país que defende um islamismo radical) e Israel. O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, há meses vem fazendo declarações polêmicas contra Israel, inclusive dizendo que o estado judeu deveria desaparecer do mapa, ou que o holocausto é uma invenção e que realmente nunca aconteceu. Como era de se esperar estas declarações fizeram com que os mandatários de vários países condenassem as declarações de Ahmadinejad. Ao mesmo tempo Israel não se fez esperar e um dos candidatos ao cargo de primeiro ministro, Benjamin Netanyahu, já disse que, caso for eleito nas eleições de março, atacará as instalações nucleares iranianas pois ele (assim como muitos líderes políticos ao redor do mundo) acredita que o que o Irã realmente planeja é construir armas nucleares para atacar Israel e adquirir uma maior hegemonia na região, aproveitando que a situação no Iraque se complica a cada dia.

Como sabemos, o confronto entre judeus e muçulmanos adquiriu maior expressão com a criação do Estado de Israel logo depois da Segunda Guerra Mundial. Muçulmanos de todo o mundo nunca conseguiram digerir o que aconteceu ao povo palestino (composto na sua maioria por árabes muçulmanos, mas com uma importante minoria árabe-cristã) que vivia na região há muitos séculos e que, de um momento para outro, se viu destituído de suas casas, propriedades, trabalhos, etc., como conseqüência da chegada dos judeus, apoiados pelas principais potencias da época. Em qualquer conversa com muçulmanos sobre a situação atual do Oriente Médio, é quase impossível que este acontecimento não seja citado. Obviamente tanto judeus como muçulmanos possuem os seus argumentos, uns mais válidos que outros.

O que mais me preocupa, no entanto, é ver que existe uma longa trajetória na escritura e história islâmica contra os judeus, e isto dá ainda mais incentivo para que grupos radicais muçulmanos atuem contra Israel e seus aliados. Sob a liderança de Maomé (ao redor do ano 620) cerca de 700 judeus na cidade de Medina foram executados, supostamente por terem traído o exército muçulmano. No entanto, alguns historiadores dizem que a sentença foi tão severa porque os judeus não queriam aceitar Maomé como um profeta. Ao mesmo tempo, nas Suras 2:109, 2:120 e 3:100 do Alcorão os fiéis muçulmanos são exortados a tomarem muito cuidado com os judeus e cristãos pois, o que eles querem, é desviar os muçulmanos dos caminhos de Deus. Na Sura 5:85 os judeus são mencionados, juntamente com os pagãos, como os piores inimigos dos muçulmanos. Como se isto não fosse suficiente, os muçulmanos (com base nas Suras 7:166, 2:60 e 5:65) acreditam que Deus transformou alguns judeus em macacos e porcos por causa da sua desobediência, e que hoje em dia os porcos e macacos que vemos nos diferentes lugares podem ser descendentes destes judeus!

Se as razoes para tamanha desavença entre muçulmanos e judeus fossem somente políticas, provavelmente haveria a possibilidade de uma resolução mais rápida do conflito. No entanto, com os aspectos histórico-teológicos mencionados acima, creio que uma resolução se torna bem mais complexa, principalmente se levarmos em conta que os religiosos judeus também possuem várias razoes histórico-teológicas para justificarem o seu enfrentamento com os palestinos. Oremos para que o Senhor de muita sabedoria aos líderes dos países envolvidos nestes conflitos, neste momento em que a estabilidade mundial está bastante ameaçada pelos conflitos religiosos, étnicos, sociais e geopolíticos que estão afligindo uma boa parte da humanidade.

Marcos

Vínculos para outros artigos escritos pelo Marcos, relacionados com o tema acima:

Nos vemos no Brasil!


No começo de Março de 2006 estamos planejando passar uns três meses no Brasil antes de voltarmos para o sul da Espanha. Queremos visitar parentes, amigos e as igrejas que nos apóiam, para compartilhar sobre a próxima etapa do nosso ministério, que será na liderança do Instituto Ibero-Americano de Estudos Transculturais. Este centro de treinamento missionário visa o aperfeiçoamento de obreiros latinos que já estão trabalhando no mundo muçulmano, e que sentem a necessidade de reciclar seus conhecimentos para a realização de um ministério ainda mais eficiente. Esperamos vê-los em breve!

Marcos

domingo, dezembro 25, 2005

FELIZ NATAL!


"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz. Do aumento do seu governo e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino, para o estabelecer e o fortificar em retidão e em justiça, desde agora e para sempre; o zelo do Senhor dos exércitos fará isso." Isaías 9:6-7

Familia Amado

segunda-feira, dezembro 19, 2005

Felizes Festas!


Desejos de felicidade é o que temos no coração para todos vocês.

Faz pouco tempo estive pensando no que seria a felicidade. Li um texto onde alguém disse que a felicidade é algo que “ todos temos como propósito, e que o caminho é ser compassivo e de bom coração”. Nos tempos em que vivemos, a busca pela felicidade é grande, porém, quem entre nós busca a humildade e o contentamento? Temos muitos desejos, mas quando paramos para analisar quais sao, percebemos que sao mesquinhos e egoístas. Sem pensar muito vemos que é bem o contrário de ser compassivo e de bom coração.

Podemos nos perguntar, que isto tem haver com o Natal? Bem, o Natal é um tempo onde se fala do nascimento de Jesus, dos encontros que muitos tiveram com o recém nascido, aquele que seria o Rei, Emanuel, Deus conosco. Buscaram e o encontraram. Encontraram um nascimento humilde, mas cheio de amor e afetividade. Vemos neste evento um contentamento tremendo onde apesar das circunstancias os que buscavam encontraram.

O desafio fica nas nossas mãos... o que buscamos? Somos felizes na nossa jornada, no que vivemos? Estou preparado para desfrutar da felicidade, do amor, do consolo e conforto apesar das circunstancias?

Tudo depende do que temos dentro de nós. Onde está fundamentada a minha felicidade? Não deve estar fundamentado no que eu ou outros pensam mas na certeza de que Deus me considera uma pessoa digna e única. Sou digna de desfrutar da felicidade. A felicidade não está baseada nos meus sentimentos e sim em ter a certeza de que sou importante para Deus e que meus atos tem um poder imenso em fazer deste mundo algo melhor. Posso desejar em ser como Jesus e seguir seus passos. Passos de humildade e contentamento.

Para isto Ele tem que nascer no meu coração e para alguns este nascimento acontece muitas vezes!! Cada passo com Ele é um novo nascimento. É um novo reconhecimento de que só Ele é o caminho, a verdade, e a vida. Só Nele encontramos a felicidade tão esperada porque está baseada no que somos e para o que fomos criados. Que estes dias sejam dias de reflexão da nossa jornada, reflexão sobre onde queremos chegar.

Desejamos a todos muita força e coragem para encontrar o que buscam e que esta busca produza o encontro (ou o re-encontro...) mais importante da sua vida.

Um grande abraço a todos e Felizes Festas!

Pela família Amado,

Rosangela

sexta-feira, novembro 18, 2005

NOTICIA DO DIA!



Ontem a Ro conseguiu (depois de estudar muito) passar no exame teórico para tirar a carteira de motorista britanica (com a carteira brasileira ela já nao podia continuar dirigindo na Europa). Agora, só falta o exame prático, que ela pensa fazer dentro de um mes (e, conforme a foto ao lado sugere, será brincadeirinha de criança...). Parabéns Ro!

Marcos

Alegria



Queridos,

Este tempo aqui na Inglaterra, apesar da correria dos estudos, tem sido muito bom para nós como família, pois tem nos ajudado a descansar da vida bem agitada que levávamos na Espanha. Estamos tendo a oportunidade de estar mais tempo com a Pri de uma maneira muito especial e também de acompanhar o Filipe nos seus primeiro e segundo anos de estudos universitários, e de uma vida independente.

O Fe, graças a Deus, tem ido muito bem na universidade. Um dia desses o professor até pediu para ele abaixar o nível! A Priscila tem nos surpreendido pelo esforço que ela tem feito para fazer o 1º Colegial em inglês e espanhol (ela faz um curso a distancia de todas as matérias em Espanhol). Todo este esforço tem nos dado um sentido de orgulho pelos nossos filhos!

Creio que o maior desafio do momento continua sendo as finanças pois não tem sido fácil cobrir os gastos de estudo do Marcos e do Filipe (o Fe ganhou uma bolsa do governo inglês e trabalha 20 horas por semana, mas mesmo assim os gastos com casa e comida são altos). A Priscila está em uma escola do governo e no caso dela os gastos são mínimos.

Seguimos contando com as suas orações neste sentido, assim como pelo futuro ministério que estaremos tendo na Espanha, a partir da metade de 2006. O Marcos estará assumindo como Diretor Executivo do Instituto Ibero-Americano de Estudos Transculturais, onde obreiros latinos são treinados. Certamente os desafios serão muitos e vamos na segurança de que é o lugar onde o Senhor nos quer durante os próximos anos.

Abraços a todos!

Rosangela Amado

segunda-feira, outubro 17, 2005

Iraque, Argentina e Venezuela


Queridos,

Se tiverem um tempinho, 'cliquem' aqui http://pub21.bravenet.com/vote/vote.php?usernum=1745010079&cpv=2 e poderão responder rapidamente à duas perguntas.

Abraços,

Marcos