Mostrando postagens com marcador Islamismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Islamismo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

O que aconteceu com a mensagem de Maomé?


Com muita freqüência, quando estou conversando com outras pessoas sobre o islamismo, elas perguntam qual é a minha opinião sobre o Alcorão, o livro sagrado muçulmano. Sempre tento explicar, da maneira mais sucinta possível, que, de acordo com a tradição muçulmana, o Alcorão é composto pelas revelações que Maomé recebeu, mais ou menos a partir do ano 610 d.C. e durante pouco mais de 20 anos, diretamente do Arcanjo Gabriel e no idioma Árabe. E qual o conteúdo desta mensagem? Bem, neste aspecto já fica bem mais difícil tentar oferecer uma explicação sucinta.

A mensagem do Alcorão é composta por passagens que falam da soberania e misericórdia de Allah, de que Deus é unico, assim como regulamentações sobre alimentação, comportamento social, etc. No entanto, o que mais me chama a atenção na mensagem deste livro, que tem causado um enorme impacto na vida de milhões de pessoas ao redor do mundo, é que as passagens que foram recitadas por Maomé aos seus seguidores mais ou menos durante os primeiros 13 anos do seu “ministério” contêm uma mensagem que, em certos aspectos, é parecida com a que os cristãos encontram na Bíblia.

A Sura 1, por exemplo, diz:

No Nome de Deus, o misericordioso Senhor de misericórdia.
Louvado seja Deus,
o Senhor de todos os seres,
O misericordioso Senhor de misericórdia,
Senhor do Dia do julgamento.
A ti somente servimos e em ti somente
buscamos socorro.
Guia-nos através dos caminhos retos,
No caminho
daqueles cuja vida tu tens abençoado,
Cuja porção não é a sua ira, e que não
se perdem.
Provavelmente a maioria dos cristãos estaria de acordo que no texto acima não há nada que contrarie alguma doutrina bíblica. O mesmo poderia ser dito sobre várias passagens corânicas, recitadas por Maomé na cidade de Meca, durante os seus primeiros anos de atividade como profeta.

No entanto, quando ele fugiu para Medina, os textos proferidos aos seus seguidores tomaram um cunho bem mais rígido. Em vez de adoração e louvores a Deus, encontramos, na maioria das vezes, leis com diretrizes sobre o comportamento esperado dos seguidores de Maomé, assim como procedimentos de guerra e instruções sobre os castigos imputados aos pecadores.

Existem várias teorias sobre as razões que levaram Maomé a esta mudança no conteúdo da sua mensagem. Uma grande parte dos estudiosos acredita que a explicação mais plausível é a que a mensagem, a contrário do que acontecia na cidade de Meca, foi rapidamente aceita pelos habitantes de Medina. Lá Maomé foi reconhecido como líder religioso e político. Consequentemente, era necessária a promulgação de leis que ordenassem a vida da comunidade, incluindo aquelas as quais encorajam os fiéis a lutarem contra todos aqueles que se recusam a reconhecer que não existe outro Deus senão Allah, e que Maomé é o seu profeta.

Quando reflito sobre tudo isto, fico pensando como teria sido a história recente da humanidade se Maomé tivesse mantido a sua mensagem inicial que glorificava a Deus e reconhecia a sua misericórdia, o seu poder e a sua soberania, sem acrescentar as leis que surgiram durante o período que ele viveu em Medina.

O que você acha? Faria alguma diferença? Se tiver um tempinho, escreva a sua opinião!

Marcos

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Declarando Paz aos Muçulmanos


Vivemos num mundo em turbulência. Por mais que o avanço tecnológico seja uma realidade irreversível e a globalização, com as suas supostas virtudes, seja pregada aos quatro ventos pelos profetas da nova “ordem mundial” como a solução para todos os problemas, a distância entre o mundo rico e o mundo pobre continua aumentando. Como consequência, todos os dias escutamos de guerras em todos os pontos cardeais, ao mesmo tempo que milhares de pessoas morrem diariamente de fome no continente africano. O terrorismo, com suas diferentes facetas, continua aterrorizando o nosso dia a dia, as vezes atacando na América do Sul, outras na Europa, na África ou na Ásia.

O modernismo, com a sua centralidade no ser humano, falhou. Já é coisa do passado. Isto levou a classe intelectual a perder a grande confiança que tinha no humanismo exacerbado dos séculos 19 e 20 e começou a empurrar-nos ao pós-modernismo, com sua espiritualidade controlada pela “Nova Era” e com sua ênfase nos espíritos, no sobrenatural e numa religiosidade que mistura o materialismo com as crenças orientais.

No meio de tudo isto, e aparentemente sem se importar com o pós-modernismo ou com a globalização (mas em muitos casos aproveitando-se dos mesmos), uma força mundial, que não passa desapercebida a ninguém, continua crescendo: o Islamismo. Todos os dias vemos e escutamos nos meios de comunicação notícias relacionadas com algum país muçulmano. Geralmente estas notícias se referem a alguma guerra ou, então, a algum desastre natural, ou a extrema pobreza de alguns países muçulmanos como o Afeganistão, Bangladesh e Sudão. Nos últimos dias os meios de comunicação estão informando-nos sobre as manifestações de muçulmanos em todo o mundo como conseqüência da publicação das charges de Maomé em diferentes jornais e revistas europeus.

Com tanto “barulho”, são poucos os que conseguem manter uma opinião imparcial sobre o Islamismo. Infelizmente, parece que a grande maioría das pessoas que vivem no ocidente vão formando uma opinião bastante negativa quanto aos muçulmanos, e a opinião quase generalizada é de que todos os muçulmanos são perigosos e estão prontos a matar o primeiro “cristão” que encontrarem na frente. A situação piorou muito depois dos ataques terroristas de 11 de setembro, a invasao do Iraque e os atentados em Madrid e Londres.

E a igreja? E os cristãos? Como estamos nos posicionando em meio a estas diferentes realidades? Estamos deixando nos levar pelos meios de comunicação na nossa percepção sobre os muçulmanos? Infelizmente parece que na sua grande maioria mesmo os cristãos que se dizem comprometidos possuem uma percepção distorcida da situação.

Recentemente, quando eu estava numa reunião de pastores num país europeu, promovendo uma Conferência Missionária sobre o mundo muçulmano, fiquei impressionado com o rancor e o racismo demonstrado por alguns pastores em relação aos muçulmanos que foram tentar a vida na Europa e viviam na sua cidade.

Numa outra situação, conversando por telefone com um pastor sul americano, ele me disse: “Olha, ainda bem que eu não sou Deus, porque se eu fosse, estes muçulmanos não teriam lugar no céu.” Certamente o tom era de brincadeira mas eu me pergunto quanta verdade se esconde detrás desta “brincadeira”, e quão representativo este comentário deve ser do povo evangélico brasileiro e latino de uma forma geral.

Como chegamos a isto e qual deve ser a resposta Bíblica à esta situação?

É clar que não estou fechando os meus olhos à dura realidade da perseguição que os cristãos sofrem em muitos países muçulmanos. Eu vivi sob esta realidade. Tampouco estou negando o que se vê com muita frequência nos meios de comunicação: grupos radicais muçulmanos atacando interêsses ocidentais e, com isto, matando a milhares de inocentes.

É certo que a grande maioria dos governos muçulmanos são hostis aos cristãos. Também é certo que certos grupos muçulmanos, utilizando passagens do Alcorão como justificativa, declaram a guerra santa e levam o terror a diferentes partes do mundo.

No entanto, tudo isto não ocorre num vazio histórico e os países ocidentais também possuem parte da responsabilidade pelo que está acontecendo. Enquanto escrevo estas linhas, o Afeganistão e o Iraque, dois paises muçulmanos, sao palcos de uma guerra que, até agora, nao tem um final previsível. É importante que entendamos que os muçulmanos de todo o mundo veem estas guerras como um ataque dos países cristãos aos muçulmanos. A grande maioria dos muçulmanos em todo o mundo interpreta esta situação como uma nova Cruzada, como uma Guerra Santa, e creio que a resposta do povo evangélico não deve ser declarar guerra, nem mesmo a guerra espiritual, aos muçulmanos.

Por isto, creio que é o momento adequado para que nós, os evangélicos brasileiros e de todo o mundo, possamos transmitir ao povo muçulmano o mesmo amor que Cristo mostrou pelos pecadores. É o momento para que enviemos mais obreiros brasileiros para cooperar na tarefa de estabelecer a Igreja de Cristo, tendo em mente que os obreiros anglo-saxões terão cada vez mais dificuldades para permanecerem nos países muçulmanos. É o momento para que, esqueçendo-nos da “Teología da Batalha” contra os muçulmanos (mas sem esquecer-nos de que “a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo”), possamos declarar a Paz de Cristo ao povo muçulmano, vivendo entre eles com um testemunho integral, proclamando as boas novas e ajudando os menos favorecidos com os nossos dons, profissões e recursos financeiros.

Minha oração é que o Senhor dê a todos nós, povo evangélico brasileiro, muita sabedoria para discernir o momento histórico em que vivemos e, tendo em mente os erros que foram cometidos no passado, sejamos capazes de declarar PAZ AO ISLÃ.

“E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.” Filipenses 4.7

“Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um... E, vindo, evangelizou paz a vós outros que estáveis longe e paz também aos que estavam perto... Assim já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da familia de Deus...” Efésios 2.14-19.

Marcos

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Judeus e Muçulmanos: um antigo problema atual.


Tenho acompanhado com bastante interesse alguns acontecimentos recentes relacionados com o Irã (país que defende um islamismo radical) e Israel. O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, há meses vem fazendo declarações polêmicas contra Israel, inclusive dizendo que o estado judeu deveria desaparecer do mapa, ou que o holocausto é uma invenção e que realmente nunca aconteceu. Como era de se esperar estas declarações fizeram com que os mandatários de vários países condenassem as declarações de Ahmadinejad. Ao mesmo tempo Israel não se fez esperar e um dos candidatos ao cargo de primeiro ministro, Benjamin Netanyahu, já disse que, caso for eleito nas eleições de março, atacará as instalações nucleares iranianas pois ele (assim como muitos líderes políticos ao redor do mundo) acredita que o que o Irã realmente planeja é construir armas nucleares para atacar Israel e adquirir uma maior hegemonia na região, aproveitando que a situação no Iraque se complica a cada dia.

Como sabemos, o confronto entre judeus e muçulmanos adquiriu maior expressão com a criação do Estado de Israel logo depois da Segunda Guerra Mundial. Muçulmanos de todo o mundo nunca conseguiram digerir o que aconteceu ao povo palestino (composto na sua maioria por árabes muçulmanos, mas com uma importante minoria árabe-cristã) que vivia na região há muitos séculos e que, de um momento para outro, se viu destituído de suas casas, propriedades, trabalhos, etc., como conseqüência da chegada dos judeus, apoiados pelas principais potencias da época. Em qualquer conversa com muçulmanos sobre a situação atual do Oriente Médio, é quase impossível que este acontecimento não seja citado. Obviamente tanto judeus como muçulmanos possuem os seus argumentos, uns mais válidos que outros.

O que mais me preocupa, no entanto, é ver que existe uma longa trajetória na escritura e história islâmica contra os judeus, e isto dá ainda mais incentivo para que grupos radicais muçulmanos atuem contra Israel e seus aliados. Sob a liderança de Maomé (ao redor do ano 620) cerca de 700 judeus na cidade de Medina foram executados, supostamente por terem traído o exército muçulmano. No entanto, alguns historiadores dizem que a sentença foi tão severa porque os judeus não queriam aceitar Maomé como um profeta. Ao mesmo tempo, nas Suras 2:109, 2:120 e 3:100 do Alcorão os fiéis muçulmanos são exortados a tomarem muito cuidado com os judeus e cristãos pois, o que eles querem, é desviar os muçulmanos dos caminhos de Deus. Na Sura 5:85 os judeus são mencionados, juntamente com os pagãos, como os piores inimigos dos muçulmanos. Como se isto não fosse suficiente, os muçulmanos (com base nas Suras 7:166, 2:60 e 5:65) acreditam que Deus transformou alguns judeus em macacos e porcos por causa da sua desobediência, e que hoje em dia os porcos e macacos que vemos nos diferentes lugares podem ser descendentes destes judeus!

Se as razoes para tamanha desavença entre muçulmanos e judeus fossem somente políticas, provavelmente haveria a possibilidade de uma resolução mais rápida do conflito. No entanto, com os aspectos histórico-teológicos mencionados acima, creio que uma resolução se torna bem mais complexa, principalmente se levarmos em conta que os religiosos judeus também possuem várias razoes histórico-teológicas para justificarem o seu enfrentamento com os palestinos. Oremos para que o Senhor de muita sabedoria aos líderes dos países envolvidos nestes conflitos, neste momento em que a estabilidade mundial está bastante ameaçada pelos conflitos religiosos, étnicos, sociais e geopolíticos que estão afligindo uma boa parte da humanidade.

Marcos

Vínculos para outros artigos escritos pelo Marcos, relacionados com o tema acima:

segunda-feira, agosto 29, 2005

O Choque de Civilizações


Queridos,

Dois dias atrás eu terminei de ler um livro (O Choque de Civilizações, Editora Objetiva, R$ 54,90) que, na verdade, eu já deveria ter lido tempos atrás. Apesar de ter sido publicado há quase dez anos, continua sendo extremamente atual e importante. Foi escrito pelo professor Samuel Huntington, da Universidade de Harvard, e basicamente defende a importância das culturas locais (as quais, nas suas manifestações mais amplas, são civilizações) “como motivadoras de alianças e choques no mundo contemporâneo”. Ele crê que o mundo atual pode ser dividido em sete civilizações: Ocidental, Latina Americana, Africana, Islâmica, Chinesa, Hindu, Ortodoxa, Budista e Japonesa. De acordo com Huntington, deste grupo as que provavelmente estarão tendo choques entre si, devido às diferenças sociais, culturais, econômicas e religiosas, sãos as Ocidental, Islâmica e Chinesa.

O autor faz uma análise bastante detalhada das características destas civilizações, principalmente a Ocidental, para justificar as suas conclusões. No entanto, vários aspectos me chamaram bastante à atenção. A primeira é a diferenciação que ele faz entre ocidentalização e modernização. As diferentes civilizações estão se modernizando, e não necessariamente ocidentalizando-se. Apesar de aceitarem certos aspectos modernos, as mesmas estão mantendo os seus princípios e valores. Portanto, falar de uma “ocidentalização global” é, segundo Huntington, pura falácia.

Outro aspecto interessante (vindo de alguém cuja principal preocupação é social e política) é que o autor condena o Ocidente (principalmente a Europa) por estar negando as suas raízes cristãs, enquanto as demais civilizações (principalmente a muçulmana) se afincam cada vez mais às suas raízes religiosas e/ou filosóficas. Isto pode ser visto no que alguns chamam de a “revanche de Deus” onde, depois de um período onde os filósofos pensavam que o mundo estaria se afastando cada vez mais do conceito de um ser divino e todo poderoso, ocorreu, a partir dos anos 70, exatamente o contrário: avivamento religioso e fundamentalista em várias regiões do mundo.

Na opinião de Huntington o Ocidente corre o risco de perder a sua hegemonia, não só por questões econômicas ou demográficas mas, principalmente, porque existe uma marcada manifestação de declínio moral que inclui:

1. Aumento do comportamento anti-social, como o crime, o uso de drogas e violência de uma forma geral;
2. A crise do conceito de família, incluindo um aumento importante no número de divórcios, filhos ilegítimos, gravidez na adolescência, e famílias com pais solteiros;
3. Declínio considerável do envolvimento da população em geral com organizações de caráter humanitário;
4. Uma diminuição na ética de trabalho e um aumento do culto da indulgência pessoal;
5. Diminuição no compromisso relacionado com atividades intelectuais, com uma conseqüente diminuição dos níveis de escolaridade.

Entre outras coisas (como, por exemplo, uma maior ocidentalização da América Latina), Huntington crê que a esperança de um Ocidente forte passa por uma renovação dos aspectos morais e um maior reconhecimento e afinco à herança cristã que está na base da criação e desenvolvimento dos países ocidentais.

É claro que a tese de Huntington levantou muita polêmica em diferentes partes do mundo. No entanto, as implicações do que ele diz (caso estiverem pelo menos parcialmente corretas) são enormes, principalmente se nos perguntamos qual é o papel dos cristãos diante da realidade do mundo atual. Será que estamos sendo luz e sal da terra? Será que, de alguma forma, poderíamos contribuir para evitar um “choque de civilizações”? Será que devemos nos conformar com o fato de que culturas, onde a presença do cristianismo é extremamente reduzida, estejam mais preocupadas com a situação da família, o cuidado dos mais velhos, um maior compromisso com a educação, uma ética trabalhista menos egoísta e um maior compromisso social? Sem dúvida, são aspectos que devemos considerar seriamente à luz da Palavra. Pessoalmente creio que, como cristãos, poderíamos ter um impacto positivo no mundo muito maior do que estamos tendo atualmente, caso realmente estivéssemos dispostos a levar mais a sério o que a Bíblia diz. Que o Senhor nos de muito discernimento nestes tempos de grandes desafios.

Os seus comentários serão muito bem vindos. Um forte abraço.

Nele,

Marcos


PS: O livro pode ser encontrado na Livraria Saraiva online: http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/produto.dll/detalhe?pro_id=390760&ID=3EFC40117D5081B0A0F1A0154

sábado, julho 16, 2005

Era possível evitar?


Queridos,

Um pouco mais de uma semana depois dos atentados terroristas em Londres, a situação na cidade está mais tranqüila. Na verdade, foi interessante ver a “fleuma britânica” em ação: a impressão que as pessoas davam era mais de estoicismo do que de espanto ou horror. Mas, fleuma britânica à parte, as investigações que a polícia vem realizando revelaram fatos extremamente preocupantes para o Reino Unido e para a Europa. Além de descobrir ramificações que chegam até o Egito e Paquistão, tudo indica que estes foram os primeiros “homens-bombas” a se imolarem dentro da Europa. E, para complicar ainda mais a situação, apesar de serem de filhos de pais paquistaneses, a maioria dos envolvidos nasceram e cresceram neste país e são cidadãos britânicos de pleno direito, o que complica ainda mais o quadro. As pessoas responsáveis pela segurança nacional já não podem pensar somente na possibilidade de “homens-bombas” vindo do exterior, mas também naqueles que são súditos britânicos e seguem os ensinamentos do Alcorão. Estamos falando de milhões de pessoas!

Realmente tenho que confessar que me admiro de ver como os políticos europeus permitiram que a situação chegasse a este ponto. Não era preciso ter uma bola de cristal para perceber, muitos anos atrás, que as atividades de grupos muçulmanos extremistas na Europa levariam a uma situação perigosa no futuro, com desenlaces preocupantes. Lembro-me que, quando ainda vivíamos no Norte da África, escutávamos sobre muçulmanos que deixavam os seus países porque eram perseguidos por suas idéias extremistas, mas que tinham toda a liberdade para pregar as suas ideologias na França, Holanda, Inglaterra, Alemanha, etc. Agora, estas idéias estão muito difundidas por todo o continente, e a tarefa das autoridades se tornou muito mais complicada. Infelizmente, tudo indica que não haverá uma solução fácil. Mais que nunca, nossa intercessão se faz muito necessária.

Um forte abraço,

Marcos

quinta-feira, julho 07, 2005

Ataques terroristas em Londres


Queridos,

Hoje, por volta das 9 da manhã (hora local), várias explosões sacudiram o centro de Londres. Uma delas foi em uma das estações do metrô que costumamos usar quando vamos a Londres (que está a uns 40 kms aqui de casa). Pelas primeiras notícias fornecidas pela BBC há vários mortos e centenas de feridos. A rainha Elizabeth e o Primeiro Ministro Tony Blair já fizeram pronunciamentos lamentando a tragédia e condenando veementemente estes ataques terroristas.

Infelizmente esta é uma realidade do mundo moderno que preocupa a todos: o terrorismo fomentado pelo movimento islâmico fundamentalista. Nos últimos anos, cidades importantes como Nova York, Madrid, e agora Londres (ainda falta confirmação sobre os autores), foram alvos de fanáticos, que em total desrespeito pela vida humana, trouxeram destruição e morte de forma avassaladora. Nossas orações, sem dúvida alguma, devem estar com as vítimas e seus parentes, assim como com os governantes das nações afetadas.

Ao mesmo tempo, apesar do sentimento de impotência que certamente muitos de nós sentimos por não sabermos o que fazer para resolver esta situação, tenho a convicção de que, além da oração, outro passo que podemos dar é tentar entender melhor este problema através de uma análise cuidadosa e com discernimento. Evitaremos assim, assumir posições baseadas somente no que o rádio e a televisão nos transmitem, e poderemos fazer uma avaliação mais equilibrada sobre este tema, que é extremamente complexo.

Recentemente eu escrevi um ensaio intitulado: “O Islamismo Fundamentalista e as suas causas”. Caso você queira receber este documento, por favor me envie um e-mail (msamado@gmail.com) simplesmente colocando no assunto a palavra “ensaio” e com muito prazer lhe enviarei uma cópia. Espero com isto contribuir, mesmo que de uma maneira tão pequena, para uma melhor compreensão do assunto.

Um forte abraço!

Marcos

domingo, junho 26, 2005

Democracia ao estilo Arabe Posted by Hello

quarta-feira, junho 01, 2005

Igreja transformada em Mesquita na cidade de Istambul, Turquia. Posted by Hello

Invasão Turca na Europa?

Em qualquer conversa casual com os britânicos, não é difícil perceber que a maioria da população está totalmente contra a possibilidade de uma integração total com a Comunidade Européia, inclusive a adoção do Euro em lugar da Libra Esterlina. Se houvesse um referendo sobre a aceitação da constituição européia aqui no Reino Unido, o resultado certamente seria um sonoro não. Mas, os acontecimentos das últimas semanas surpreenderam a muitos.

Em menos de sete dias (e para a alegria dos ingleses) a população de dois paises que jogam um papel muito importante dentro do projeto de unificação europeu, França e Holanda, disse não à proposta de uma nova constituição européia que foi escrita sob o comando de um ex-presidente Francês, Giscard D’Estaing. Se antes os britânicos já eram quase que totalmente avessos à integração européia, os últimos acontecimentos tornam a situação ainda mais complicada para o governo do Primeiro Ministro Tony Blair, mesmo considerando que na Espanha e na Alemanha o povo e o parlamento já disseram sim à nova constituição. De acordo com as regras do jogo, a constituição precisa ser aprovada pelos 25 países que fazem parte da União Européia para entrar em vigor.

As conseqüências dos resultados dos referendos Francês e Holandês ainda são imprevisíveis, mas certamente haverá alguma instabilidade política e financeira (provavelmente nada parecido com o que estamos acostumados no nosso querido Brasil!) até que o mar se acalme outra vez. Uma das principais preocupações de muitos europeus é a imigração, principalmente de pessoas provenientes de países muçulmanos. E, com a Turquia como forte candidata a fazer parte da comunidade européia (as negociações com os políticos turcos começarão dentro de alguns meses), o temor a uma “invasão turca” cresce rapidamente.

Em termos comerciais, a integração da Turquia à Europa certamente faz sentido, já que o país conta com uma infra-estrutura relativamente moderna, profissionais bem treinados e um grande número de habitantes que faria com que o mercado europeu contasse, de um dia para outro, com 63 milhões de novos clientes! No entanto, a questão religiosa preocupa a muitos. Pelo menos 90% da população turca se declara muçulmana. Será que a Europa conseguiria controlar a ameaça do Islamismo fundamentalista tendo um país muçulmano como membro com pleno direito?

Marcos

quinta-feira, março 03, 2005

Muçulmanos na Europa Posted by Hello
O que será dos muçulmanos na Europa? Posted by Hello

terça-feira, março 01, 2005

LIVRO RECOMENDADO

Oi, pessoal, hoje só gostaria de recomendar um livro muito interessante para quem quer entender um pouco melhor o conflito na Palestina: "Whose Promissed Land - The Continuing Crisis over Israel and Palestine", escrito por Colin Chapman, um autor ingles. Se alguém quiser mais informaçao, por favor me avisa. Marcos  Posted by Hello