domingo, abril 15, 2007

Notícias do Filipe em Beirute


Finalmente cheguei! Estou numa pequena cidade ao norte de Beirute chamada Darmur, a uns 15 quilometros do centro de Beirute, hospedando-me com um equipe de misionários que trabalha aqui. Durante a minha estadia neste lugar estarei contatando varias pessoas para poder conversar e entrevistá-las para saber sobre o que acham da situação que o Líbano e o Oriente Médio está passando agora mesmo. Será interessante coletar informação e também conversar sobre projetos futuros, onde queremos mandar equipes para o Líbano para trabalhar com escolas e orfanatos.

O ambiente aqui é calmo, ainda se vê muitos tanques e soldados e se pode constatar os danos que o conflito entre Israel e Líbano deixou. Será bom conversar com as pessoas para ver qual e a opinião deles. Uma parte do centro da cidade esta fechada, um grupo de pessoas do Hezbollah está acampado no centro da cidade e está fazendo manifestacões, então o governo deixou mais cercou ao redor de onde eles estão. Questão de segurança......

Ainda é o meu primeiro dia aqui, cheguei ontem da Síria, uma experiência tremenda. Um país com muito caráter e muitas coisas que ver. Uma das coisas que me fizeram pensar foi ver o tamanho das antigas igrejas que ainda estão em pé dentro de Damasco. Fui visitar a igreja de São Paulo (perto da antiga entrada oriental para a cidade, onde a tradição diz que foi onde ele teve a visão de Jesus), depois dela, visitei a igreja Armena, e pensei: o que tem acontecido em tanto tempo que, antes, a igreja cristã, que crescia tão rápido e era um pilar dentro do Oriente Médio, está desaparecendo e quase tornando-se relíquias e somente museos para turistas. O que tem acontecido com a população cristã, que cada vez mais tem ido para outros países? Quando haverá uma restauração e um crescimento do cristianismo numa área que tem um legado tão fortemente cristão?


Filipe

terça-feira, fevereiro 27, 2007

A Fragrância do Conhecimento de Cristo

“E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo, e por meio de nós manifesta em todo o lugar a fragrância do seu conhecimento”. (II Coríntios 2 : 14)

Ainda me lembro de como, na minha adolescência, eu esperava com grande antecipação a chegada do fim de semana. Mas, não era por causa das baladas! Como tive o privilégio de nascer em um lar cristão, eu passava os fins de semanas na igreja juntamente com outros jovens, participando dos ensaios de grupos musicais, do coro, da reunião dos jovens e, obviamente, da pizza no sábado à noite com toda a turma.

No entanto, havia algo que me estarrecia: a possibilidade de, no domingo à tarde, ter que participar dos cultos ao ar livre que realizávamos nas praças públicas de diferentes bairros da zona sul de São Paulo. Fazíamos, na praça, tudo como se fosse um culto realizado dentro da igreja e, para completar, distribuíamos folhetos para os transeuntes. Além da “horrível” possibilidade de encontrar amigos não cristãos e, na segunda-feira na escola, ter que agüentar o escárnio dos mesmos, eu tinha a impressão de que testemunhar de Jesus para as pessoas era uma OBRIGAÇÃO, que tinha que ser realizada dentro de certos padrões tradicionais e, que quanto mais razões nós déssemos para as chacotas, melhor! Afinal, pensava eu, era o preço que tínhamos que pagar por sermos cristãos e fiéis testemunhas de Cristo.

Foi só com o passar dos anos, conforme fui adquirindo uma maior compreensão do evangelho, que pude entender que testemunhar Jesus para as pessoas não tinha que ser uma obrigação e tampouco tinha que assumir determinados padrões e formatos pré-definidos. Na verdade, é um privilégio que nós, cristãos, temos de manifestar a fragrância do conhecimento de Cristo, como um estilo de vida, presente em nós, em todo lugar e em todo tempo e não necessariamente em atividades especiais.

Aprendi que se vivermos uma vida santa (conforme o padrão apresentado em Levítico 19) que glorifique o nome de Cristo, o perfume que exalará de nós permitirá que nosso testemunho ocorra de forma natural: com os colegas de trabalho, com os familiares e amigos em casa, na escola, no supermercado, e por todos os lugares por onde passarmos.

Minha oração é que a fragrância do conhecimento de Cristo seja manifestada, cada vez mais, em todo lugar, inclusive nas ações mais rotineiras do nosso dia a dia.


Marcos Amado

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

O que aconteceu com a mensagem de Maomé?


Com muita freqüência, quando estou conversando com outras pessoas sobre o islamismo, elas perguntam qual é a minha opinião sobre o Alcorão, o livro sagrado muçulmano. Sempre tento explicar, da maneira mais sucinta possível, que, de acordo com a tradição muçulmana, o Alcorão é composto pelas revelações que Maomé recebeu, mais ou menos a partir do ano 610 d.C. e durante pouco mais de 20 anos, diretamente do Arcanjo Gabriel e no idioma Árabe. E qual o conteúdo desta mensagem? Bem, neste aspecto já fica bem mais difícil tentar oferecer uma explicação sucinta.

A mensagem do Alcorão é composta por passagens que falam da soberania e misericórdia de Allah, de que Deus é unico, assim como regulamentações sobre alimentação, comportamento social, etc. No entanto, o que mais me chama a atenção na mensagem deste livro, que tem causado um enorme impacto na vida de milhões de pessoas ao redor do mundo, é que as passagens que foram recitadas por Maomé aos seus seguidores mais ou menos durante os primeiros 13 anos do seu “ministério” contêm uma mensagem que, em certos aspectos, é parecida com a que os cristãos encontram na Bíblia.

A Sura 1, por exemplo, diz:

No Nome de Deus, o misericordioso Senhor de misericórdia.
Louvado seja Deus,
o Senhor de todos os seres,
O misericordioso Senhor de misericórdia,
Senhor do Dia do julgamento.
A ti somente servimos e em ti somente
buscamos socorro.
Guia-nos através dos caminhos retos,
No caminho
daqueles cuja vida tu tens abençoado,
Cuja porção não é a sua ira, e que não
se perdem.
Provavelmente a maioria dos cristãos estaria de acordo que no texto acima não há nada que contrarie alguma doutrina bíblica. O mesmo poderia ser dito sobre várias passagens corânicas, recitadas por Maomé na cidade de Meca, durante os seus primeiros anos de atividade como profeta.

No entanto, quando ele fugiu para Medina, os textos proferidos aos seus seguidores tomaram um cunho bem mais rígido. Em vez de adoração e louvores a Deus, encontramos, na maioria das vezes, leis com diretrizes sobre o comportamento esperado dos seguidores de Maomé, assim como procedimentos de guerra e instruções sobre os castigos imputados aos pecadores.

Existem várias teorias sobre as razões que levaram Maomé a esta mudança no conteúdo da sua mensagem. Uma grande parte dos estudiosos acredita que a explicação mais plausível é a que a mensagem, a contrário do que acontecia na cidade de Meca, foi rapidamente aceita pelos habitantes de Medina. Lá Maomé foi reconhecido como líder religioso e político. Consequentemente, era necessária a promulgação de leis que ordenassem a vida da comunidade, incluindo aquelas as quais encorajam os fiéis a lutarem contra todos aqueles que se recusam a reconhecer que não existe outro Deus senão Allah, e que Maomé é o seu profeta.

Quando reflito sobre tudo isto, fico pensando como teria sido a história recente da humanidade se Maomé tivesse mantido a sua mensagem inicial que glorificava a Deus e reconhecia a sua misericórdia, o seu poder e a sua soberania, sem acrescentar as leis que surgiram durante o período que ele viveu em Medina.

O que você acha? Faria alguma diferença? Se tiver um tempinho, escreva a sua opinião!

Marcos

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Declarando Paz aos Muçulmanos


Vivemos num mundo em turbulência. Por mais que o avanço tecnológico seja uma realidade irreversível e a globalização, com as suas supostas virtudes, seja pregada aos quatro ventos pelos profetas da nova “ordem mundial” como a solução para todos os problemas, a distância entre o mundo rico e o mundo pobre continua aumentando. Como consequência, todos os dias escutamos de guerras em todos os pontos cardeais, ao mesmo tempo que milhares de pessoas morrem diariamente de fome no continente africano. O terrorismo, com suas diferentes facetas, continua aterrorizando o nosso dia a dia, as vezes atacando na América do Sul, outras na Europa, na África ou na Ásia.

O modernismo, com a sua centralidade no ser humano, falhou. Já é coisa do passado. Isto levou a classe intelectual a perder a grande confiança que tinha no humanismo exacerbado dos séculos 19 e 20 e começou a empurrar-nos ao pós-modernismo, com sua espiritualidade controlada pela “Nova Era” e com sua ênfase nos espíritos, no sobrenatural e numa religiosidade que mistura o materialismo com as crenças orientais.

No meio de tudo isto, e aparentemente sem se importar com o pós-modernismo ou com a globalização (mas em muitos casos aproveitando-se dos mesmos), uma força mundial, que não passa desapercebida a ninguém, continua crescendo: o Islamismo. Todos os dias vemos e escutamos nos meios de comunicação notícias relacionadas com algum país muçulmano. Geralmente estas notícias se referem a alguma guerra ou, então, a algum desastre natural, ou a extrema pobreza de alguns países muçulmanos como o Afeganistão, Bangladesh e Sudão. Nos últimos dias os meios de comunicação estão informando-nos sobre as manifestações de muçulmanos em todo o mundo como conseqüência da publicação das charges de Maomé em diferentes jornais e revistas europeus.

Com tanto “barulho”, são poucos os que conseguem manter uma opinião imparcial sobre o Islamismo. Infelizmente, parece que a grande maioría das pessoas que vivem no ocidente vão formando uma opinião bastante negativa quanto aos muçulmanos, e a opinião quase generalizada é de que todos os muçulmanos são perigosos e estão prontos a matar o primeiro “cristão” que encontrarem na frente. A situação piorou muito depois dos ataques terroristas de 11 de setembro, a invasao do Iraque e os atentados em Madrid e Londres.

E a igreja? E os cristãos? Como estamos nos posicionando em meio a estas diferentes realidades? Estamos deixando nos levar pelos meios de comunicação na nossa percepção sobre os muçulmanos? Infelizmente parece que na sua grande maioria mesmo os cristãos que se dizem comprometidos possuem uma percepção distorcida da situação.

Recentemente, quando eu estava numa reunião de pastores num país europeu, promovendo uma Conferência Missionária sobre o mundo muçulmano, fiquei impressionado com o rancor e o racismo demonstrado por alguns pastores em relação aos muçulmanos que foram tentar a vida na Europa e viviam na sua cidade.

Numa outra situação, conversando por telefone com um pastor sul americano, ele me disse: “Olha, ainda bem que eu não sou Deus, porque se eu fosse, estes muçulmanos não teriam lugar no céu.” Certamente o tom era de brincadeira mas eu me pergunto quanta verdade se esconde detrás desta “brincadeira”, e quão representativo este comentário deve ser do povo evangélico brasileiro e latino de uma forma geral.

Como chegamos a isto e qual deve ser a resposta Bíblica à esta situação?

É clar que não estou fechando os meus olhos à dura realidade da perseguição que os cristãos sofrem em muitos países muçulmanos. Eu vivi sob esta realidade. Tampouco estou negando o que se vê com muita frequência nos meios de comunicação: grupos radicais muçulmanos atacando interêsses ocidentais e, com isto, matando a milhares de inocentes.

É certo que a grande maioria dos governos muçulmanos são hostis aos cristãos. Também é certo que certos grupos muçulmanos, utilizando passagens do Alcorão como justificativa, declaram a guerra santa e levam o terror a diferentes partes do mundo.

No entanto, tudo isto não ocorre num vazio histórico e os países ocidentais também possuem parte da responsabilidade pelo que está acontecendo. Enquanto escrevo estas linhas, o Afeganistão e o Iraque, dois paises muçulmanos, sao palcos de uma guerra que, até agora, nao tem um final previsível. É importante que entendamos que os muçulmanos de todo o mundo veem estas guerras como um ataque dos países cristãos aos muçulmanos. A grande maioria dos muçulmanos em todo o mundo interpreta esta situação como uma nova Cruzada, como uma Guerra Santa, e creio que a resposta do povo evangélico não deve ser declarar guerra, nem mesmo a guerra espiritual, aos muçulmanos.

Por isto, creio que é o momento adequado para que nós, os evangélicos brasileiros e de todo o mundo, possamos transmitir ao povo muçulmano o mesmo amor que Cristo mostrou pelos pecadores. É o momento para que enviemos mais obreiros brasileiros para cooperar na tarefa de estabelecer a Igreja de Cristo, tendo em mente que os obreiros anglo-saxões terão cada vez mais dificuldades para permanecerem nos países muçulmanos. É o momento para que, esqueçendo-nos da “Teología da Batalha” contra os muçulmanos (mas sem esquecer-nos de que “a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo”), possamos declarar a Paz de Cristo ao povo muçulmano, vivendo entre eles com um testemunho integral, proclamando as boas novas e ajudando os menos favorecidos com os nossos dons, profissões e recursos financeiros.

Minha oração é que o Senhor dê a todos nós, povo evangélico brasileiro, muita sabedoria para discernir o momento histórico em que vivemos e, tendo em mente os erros que foram cometidos no passado, sejamos capazes de declarar PAZ AO ISLÃ.

“E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.” Filipenses 4.7

“Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um... E, vindo, evangelizou paz a vós outros que estáveis longe e paz também aos que estavam perto... Assim já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da familia de Deus...” Efésios 2.14-19.

Marcos

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Judeus e Muçulmanos: um antigo problema atual.


Tenho acompanhado com bastante interesse alguns acontecimentos recentes relacionados com o Irã (país que defende um islamismo radical) e Israel. O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, há meses vem fazendo declarações polêmicas contra Israel, inclusive dizendo que o estado judeu deveria desaparecer do mapa, ou que o holocausto é uma invenção e que realmente nunca aconteceu. Como era de se esperar estas declarações fizeram com que os mandatários de vários países condenassem as declarações de Ahmadinejad. Ao mesmo tempo Israel não se fez esperar e um dos candidatos ao cargo de primeiro ministro, Benjamin Netanyahu, já disse que, caso for eleito nas eleições de março, atacará as instalações nucleares iranianas pois ele (assim como muitos líderes políticos ao redor do mundo) acredita que o que o Irã realmente planeja é construir armas nucleares para atacar Israel e adquirir uma maior hegemonia na região, aproveitando que a situação no Iraque se complica a cada dia.

Como sabemos, o confronto entre judeus e muçulmanos adquiriu maior expressão com a criação do Estado de Israel logo depois da Segunda Guerra Mundial. Muçulmanos de todo o mundo nunca conseguiram digerir o que aconteceu ao povo palestino (composto na sua maioria por árabes muçulmanos, mas com uma importante minoria árabe-cristã) que vivia na região há muitos séculos e que, de um momento para outro, se viu destituído de suas casas, propriedades, trabalhos, etc., como conseqüência da chegada dos judeus, apoiados pelas principais potencias da época. Em qualquer conversa com muçulmanos sobre a situação atual do Oriente Médio, é quase impossível que este acontecimento não seja citado. Obviamente tanto judeus como muçulmanos possuem os seus argumentos, uns mais válidos que outros.

O que mais me preocupa, no entanto, é ver que existe uma longa trajetória na escritura e história islâmica contra os judeus, e isto dá ainda mais incentivo para que grupos radicais muçulmanos atuem contra Israel e seus aliados. Sob a liderança de Maomé (ao redor do ano 620) cerca de 700 judeus na cidade de Medina foram executados, supostamente por terem traído o exército muçulmano. No entanto, alguns historiadores dizem que a sentença foi tão severa porque os judeus não queriam aceitar Maomé como um profeta. Ao mesmo tempo, nas Suras 2:109, 2:120 e 3:100 do Alcorão os fiéis muçulmanos são exortados a tomarem muito cuidado com os judeus e cristãos pois, o que eles querem, é desviar os muçulmanos dos caminhos de Deus. Na Sura 5:85 os judeus são mencionados, juntamente com os pagãos, como os piores inimigos dos muçulmanos. Como se isto não fosse suficiente, os muçulmanos (com base nas Suras 7:166, 2:60 e 5:65) acreditam que Deus transformou alguns judeus em macacos e porcos por causa da sua desobediência, e que hoje em dia os porcos e macacos que vemos nos diferentes lugares podem ser descendentes destes judeus!

Se as razoes para tamanha desavença entre muçulmanos e judeus fossem somente políticas, provavelmente haveria a possibilidade de uma resolução mais rápida do conflito. No entanto, com os aspectos histórico-teológicos mencionados acima, creio que uma resolução se torna bem mais complexa, principalmente se levarmos em conta que os religiosos judeus também possuem várias razoes histórico-teológicas para justificarem o seu enfrentamento com os palestinos. Oremos para que o Senhor de muita sabedoria aos líderes dos países envolvidos nestes conflitos, neste momento em que a estabilidade mundial está bastante ameaçada pelos conflitos religiosos, étnicos, sociais e geopolíticos que estão afligindo uma boa parte da humanidade.

Marcos

Vínculos para outros artigos escritos pelo Marcos, relacionados com o tema acima:

Nos vemos no Brasil!


No começo de Março de 2006 estamos planejando passar uns três meses no Brasil antes de voltarmos para o sul da Espanha. Queremos visitar parentes, amigos e as igrejas que nos apóiam, para compartilhar sobre a próxima etapa do nosso ministério, que será na liderança do Instituto Ibero-Americano de Estudos Transculturais. Este centro de treinamento missionário visa o aperfeiçoamento de obreiros latinos que já estão trabalhando no mundo muçulmano, e que sentem a necessidade de reciclar seus conhecimentos para a realização de um ministério ainda mais eficiente. Esperamos vê-los em breve!

Marcos

domingo, dezembro 25, 2005

FELIZ NATAL!


"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz. Do aumento do seu governo e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino, para o estabelecer e o fortificar em retidão e em justiça, desde agora e para sempre; o zelo do Senhor dos exércitos fará isso." Isaías 9:6-7

Familia Amado

segunda-feira, dezembro 19, 2005

Felizes Festas!


Desejos de felicidade é o que temos no coração para todos vocês.

Faz pouco tempo estive pensando no que seria a felicidade. Li um texto onde alguém disse que a felicidade é algo que “ todos temos como propósito, e que o caminho é ser compassivo e de bom coração”. Nos tempos em que vivemos, a busca pela felicidade é grande, porém, quem entre nós busca a humildade e o contentamento? Temos muitos desejos, mas quando paramos para analisar quais sao, percebemos que sao mesquinhos e egoístas. Sem pensar muito vemos que é bem o contrário de ser compassivo e de bom coração.

Podemos nos perguntar, que isto tem haver com o Natal? Bem, o Natal é um tempo onde se fala do nascimento de Jesus, dos encontros que muitos tiveram com o recém nascido, aquele que seria o Rei, Emanuel, Deus conosco. Buscaram e o encontraram. Encontraram um nascimento humilde, mas cheio de amor e afetividade. Vemos neste evento um contentamento tremendo onde apesar das circunstancias os que buscavam encontraram.

O desafio fica nas nossas mãos... o que buscamos? Somos felizes na nossa jornada, no que vivemos? Estou preparado para desfrutar da felicidade, do amor, do consolo e conforto apesar das circunstancias?

Tudo depende do que temos dentro de nós. Onde está fundamentada a minha felicidade? Não deve estar fundamentado no que eu ou outros pensam mas na certeza de que Deus me considera uma pessoa digna e única. Sou digna de desfrutar da felicidade. A felicidade não está baseada nos meus sentimentos e sim em ter a certeza de que sou importante para Deus e que meus atos tem um poder imenso em fazer deste mundo algo melhor. Posso desejar em ser como Jesus e seguir seus passos. Passos de humildade e contentamento.

Para isto Ele tem que nascer no meu coração e para alguns este nascimento acontece muitas vezes!! Cada passo com Ele é um novo nascimento. É um novo reconhecimento de que só Ele é o caminho, a verdade, e a vida. Só Nele encontramos a felicidade tão esperada porque está baseada no que somos e para o que fomos criados. Que estes dias sejam dias de reflexão da nossa jornada, reflexão sobre onde queremos chegar.

Desejamos a todos muita força e coragem para encontrar o que buscam e que esta busca produza o encontro (ou o re-encontro...) mais importante da sua vida.

Um grande abraço a todos e Felizes Festas!

Pela família Amado,

Rosangela

sexta-feira, novembro 18, 2005

NOTICIA DO DIA!



Ontem a Ro conseguiu (depois de estudar muito) passar no exame teórico para tirar a carteira de motorista britanica (com a carteira brasileira ela já nao podia continuar dirigindo na Europa). Agora, só falta o exame prático, que ela pensa fazer dentro de um mes (e, conforme a foto ao lado sugere, será brincadeirinha de criança...). Parabéns Ro!

Marcos

Alegria



Queridos,

Este tempo aqui na Inglaterra, apesar da correria dos estudos, tem sido muito bom para nós como família, pois tem nos ajudado a descansar da vida bem agitada que levávamos na Espanha. Estamos tendo a oportunidade de estar mais tempo com a Pri de uma maneira muito especial e também de acompanhar o Filipe nos seus primeiro e segundo anos de estudos universitários, e de uma vida independente.

O Fe, graças a Deus, tem ido muito bem na universidade. Um dia desses o professor até pediu para ele abaixar o nível! A Priscila tem nos surpreendido pelo esforço que ela tem feito para fazer o 1º Colegial em inglês e espanhol (ela faz um curso a distancia de todas as matérias em Espanhol). Todo este esforço tem nos dado um sentido de orgulho pelos nossos filhos!

Creio que o maior desafio do momento continua sendo as finanças pois não tem sido fácil cobrir os gastos de estudo do Marcos e do Filipe (o Fe ganhou uma bolsa do governo inglês e trabalha 20 horas por semana, mas mesmo assim os gastos com casa e comida são altos). A Priscila está em uma escola do governo e no caso dela os gastos são mínimos.

Seguimos contando com as suas orações neste sentido, assim como pelo futuro ministério que estaremos tendo na Espanha, a partir da metade de 2006. O Marcos estará assumindo como Diretor Executivo do Instituto Ibero-Americano de Estudos Transculturais, onde obreiros latinos são treinados. Certamente os desafios serão muitos e vamos na segurança de que é o lugar onde o Senhor nos quer durante os próximos anos.

Abraços a todos!

Rosangela Amado

segunda-feira, outubro 17, 2005

Iraque, Argentina e Venezuela


Queridos,

Se tiverem um tempinho, 'cliquem' aqui http://pub21.bravenet.com/vote/vote.php?usernum=1745010079&cpv=2 e poderão responder rapidamente à duas perguntas.

Abraços,

Marcos

sábado, outubro 08, 2005

Depois do verão



Queridos,

Depois de quatro mêses no sábado passado finalmente conseguimos reunir-nos, uma vez mais, como família. O Filipe tinha ido para o Brasil onde, além de visitar a família, igreja e amigos, participou de um projeto missionário no nordeste. A Pri foi para a Espanha onde ficou com várias famílias da igreja. Quando os dois regressaram a Rosangela e eu tínhamos viajado por alguns dias. Agora, já estamos todos de volta à nossa rotina de estudos e trabalho.

Depois de terminar o mestrado em missões (a minha dissertação final foi um estudo comparativo sobre a Misericórdia de Deus na Bíblia e no Alcorão) no All Nations Christian College (http://www.allnations.ac.uk/) eu comecei na semana passada um mestrado em teologia na London School of Theology (http://www.lst.ac.uk/), com especialização em Estudos Islâmicos. O Filipe está fazendo o segundo ano de Marketing e a Pri está fazendo, ao mesmo tempo, o 1º Colegial em Inglês e Espanhol (ela tem sido bem esforçada e disciplinada!) A Ro, depois de terminar o primeiro módulo de estudos em Sociologia, decidiu dar um tempo e curtir mais a família e o tempo que nos resta aqui na Inglaterra (possivelmente até abril de 2006).

Somos muito gratos a Deus pela forma que ele tem nos ajudado e guiado até aqui. Este tempo de estudos na Inglaterra era um sonho que eu tinha há muitos anos , e considero isto um grande privilégio. Muito obrigado pelo apoio e orações de todos vocês.

Novos motivos de agradecimento e oração:

1. Agradecemos ao Senhor pelo cuidado que ele tem tido com cada um de nós e o tempo tão proveitoso que estamos tendo aqui na Inglaterra como família e individualmente.
2. Pelo regresso seguro do Filipe e da Pri depois das viagens que fizeram ao Brasil e Espanha.
3. Pelo término do Mestrado em Missões. Ainda estou esperando a nota do trabalho final, mas creio que não desapontará :-)
4. Necessitamos oração pelos estudos de cada um. Que o Senhor nos de força e sabedoria.
5. Continuamos tendo que apertar bem os cinturões pois o custo de vida aqui é bastante alto. Esperamos continuar vendo milagres neste sentido e contamos com as suas orações.

Um forte abraço a todos.

Marcos

quarta-feira, setembro 07, 2005

O Regresso da Pri


Queridos,

Depois de mais de um mês de férias na Espanha (na casa de famílias amigas) a Pri já voltou para casa com muitas histórias para contar e querendo regressar à Espanha o mais rápido possível (na foto, a Pri com a sua amiga Eli). É muito bom te-la de volta pois a casa estava muito “aburrida” sem ela. No seu primeiro dia de aula aqui na Inglaterra ela teve uma notícia muito boa: tirou A* (a máxima nota possível) nos exames de língua espanhola. Parabéns Pri!

Dentro de duas semanas será a vez do Filipe regressar do Brasil. Depois de mais de 3 meses, a família finalmente poderá reunir-se uma vez mais.

Abraços,

Ma e Ro

segunda-feira, agosto 29, 2005

O Choque de Civilizações


Queridos,

Dois dias atrás eu terminei de ler um livro (O Choque de Civilizações, Editora Objetiva, R$ 54,90) que, na verdade, eu já deveria ter lido tempos atrás. Apesar de ter sido publicado há quase dez anos, continua sendo extremamente atual e importante. Foi escrito pelo professor Samuel Huntington, da Universidade de Harvard, e basicamente defende a importância das culturas locais (as quais, nas suas manifestações mais amplas, são civilizações) “como motivadoras de alianças e choques no mundo contemporâneo”. Ele crê que o mundo atual pode ser dividido em sete civilizações: Ocidental, Latina Americana, Africana, Islâmica, Chinesa, Hindu, Ortodoxa, Budista e Japonesa. De acordo com Huntington, deste grupo as que provavelmente estarão tendo choques entre si, devido às diferenças sociais, culturais, econômicas e religiosas, sãos as Ocidental, Islâmica e Chinesa.

O autor faz uma análise bastante detalhada das características destas civilizações, principalmente a Ocidental, para justificar as suas conclusões. No entanto, vários aspectos me chamaram bastante à atenção. A primeira é a diferenciação que ele faz entre ocidentalização e modernização. As diferentes civilizações estão se modernizando, e não necessariamente ocidentalizando-se. Apesar de aceitarem certos aspectos modernos, as mesmas estão mantendo os seus princípios e valores. Portanto, falar de uma “ocidentalização global” é, segundo Huntington, pura falácia.

Outro aspecto interessante (vindo de alguém cuja principal preocupação é social e política) é que o autor condena o Ocidente (principalmente a Europa) por estar negando as suas raízes cristãs, enquanto as demais civilizações (principalmente a muçulmana) se afincam cada vez mais às suas raízes religiosas e/ou filosóficas. Isto pode ser visto no que alguns chamam de a “revanche de Deus” onde, depois de um período onde os filósofos pensavam que o mundo estaria se afastando cada vez mais do conceito de um ser divino e todo poderoso, ocorreu, a partir dos anos 70, exatamente o contrário: avivamento religioso e fundamentalista em várias regiões do mundo.

Na opinião de Huntington o Ocidente corre o risco de perder a sua hegemonia, não só por questões econômicas ou demográficas mas, principalmente, porque existe uma marcada manifestação de declínio moral que inclui:

1. Aumento do comportamento anti-social, como o crime, o uso de drogas e violência de uma forma geral;
2. A crise do conceito de família, incluindo um aumento importante no número de divórcios, filhos ilegítimos, gravidez na adolescência, e famílias com pais solteiros;
3. Declínio considerável do envolvimento da população em geral com organizações de caráter humanitário;
4. Uma diminuição na ética de trabalho e um aumento do culto da indulgência pessoal;
5. Diminuição no compromisso relacionado com atividades intelectuais, com uma conseqüente diminuição dos níveis de escolaridade.

Entre outras coisas (como, por exemplo, uma maior ocidentalização da América Latina), Huntington crê que a esperança de um Ocidente forte passa por uma renovação dos aspectos morais e um maior reconhecimento e afinco à herança cristã que está na base da criação e desenvolvimento dos países ocidentais.

É claro que a tese de Huntington levantou muita polêmica em diferentes partes do mundo. No entanto, as implicações do que ele diz (caso estiverem pelo menos parcialmente corretas) são enormes, principalmente se nos perguntamos qual é o papel dos cristãos diante da realidade do mundo atual. Será que estamos sendo luz e sal da terra? Será que, de alguma forma, poderíamos contribuir para evitar um “choque de civilizações”? Será que devemos nos conformar com o fato de que culturas, onde a presença do cristianismo é extremamente reduzida, estejam mais preocupadas com a situação da família, o cuidado dos mais velhos, um maior compromisso com a educação, uma ética trabalhista menos egoísta e um maior compromisso social? Sem dúvida, são aspectos que devemos considerar seriamente à luz da Palavra. Pessoalmente creio que, como cristãos, poderíamos ter um impacto positivo no mundo muito maior do que estamos tendo atualmente, caso realmente estivéssemos dispostos a levar mais a sério o que a Bíblia diz. Que o Senhor nos de muito discernimento nestes tempos de grandes desafios.

Os seus comentários serão muito bem vindos. Um forte abraço.

Nele,

Marcos


PS: O livro pode ser encontrado na Livraria Saraiva online: http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/produto.dll/detalhe?pro_id=390760&ID=3EFC40117D5081B0A0F1A0154

sábado, agosto 13, 2005

Aniversário de Casamento


Queridos,

Quinta-feira passada (11 de agosto) a Rosangela e eu comemoramos 21 anos de casados. Por isto (e aproveitando que a Pri está na Espanha e o Filipe no Brasil), fomos a um jardim botânico a uns 10 kms. de Londres (Kew Gardens). Passamos um dia muito gostoso e, dado à beleza do lugar, era difícil saber por onde deveríamos começar a visita. Havia também uma exposição de artefatos feitos de vidro, criados por um artista norte-americano. Muitas vezes, os mesmos se confundiam com as plantas e as flores, causando um efeito muito bonito. Como dizem que uma imagem vale mais que mil palavras, estou anexando algumas fotos para que vocês também possam desfrutar. Um forte abraço a todos, Marcos

P.S.: Para aumentar o tamanho, basta clicar na foto.
Obra de arte feita de vidro Posted by Picasa
Vidro e plantas Posted by Picasa
Explosao de cores Posted by Picasa
Flor aqu�tica Posted by Picasa