
Queridos,
Um pouco mais de uma semana depois dos atentados terroristas em Londres, a situação na cidade está mais tranqüila. Na verdade, foi interessante ver a “fleuma britânica” em ação: a impressão que as pessoas davam era mais de estoicismo do que de espanto ou horror. Mas, fleuma britânica à parte, as investigações que a polícia vem realizando revelaram fatos extremamente preocupantes para o Reino Unido e para a Europa. Além de descobrir ramificações que chegam até o Egito e Paquistão, tudo indica que estes foram os primeiros “homens-bombas” a se imolarem dentro da Europa. E, para complicar ainda mais a situação, apesar de serem de filhos de pais paquistaneses, a maioria dos envolvidos nasceram e cresceram neste país e são cidadãos britânicos de pleno direito, o que complica ainda mais o quadro. As pessoas responsáveis pela segurança nacional já não podem pensar somente na possibilidade de “homens-bombas” vindo do exterior, mas também naqueles que são súditos britânicos e seguem os ensinamentos do Alcorão. Estamos falando de milhões de pessoas!
Realmente tenho que confessar que me admiro de ver como os políticos europeus permitiram que a situação chegasse a este ponto. Não era preciso ter uma bola de cristal para perceber, muitos anos atrás, que as atividades de grupos muçulmanos extremistas na Europa levariam a uma situação perigosa no futuro, com desenlaces preocupantes. Lembro-me que, quando ainda vivíamos no Norte da África, escutávamos sobre muçulmanos que deixavam os seus países porque eram perseguidos por suas idéias extremistas, mas que tinham toda a liberdade para pregar as suas ideologias na França, Holanda, Inglaterra, Alemanha, etc. Agora, estas idéias estão muito difundidas por todo o continente, e a tarefa das autoridades se tornou muito mais complicada. Infelizmente, tudo indica que não haverá uma solução fácil. Mais que nunca, nossa intercessão se faz muito necessária.
Um forte abraço,
Marcos


